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19/12/2017
2018: Apesar das incertezas, a esperança da retomada econômica
 
 
 
Para se recuperar, Rio precisa se reequilibrar e atrair investimentos 

Ao divulgar, em 1º de dezembro passado, a alta de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre – um pouco abaixo das previsões, mas o terceiro resultado positivo consecutivo – o IBGE também revisou, para mais, o desempenho do PIB dos trimestres anteriores, melhorando, com isso, o resultado da economia no acumulado do ano. O ministro da Fazenda Henrique Meirelles declarou que “embora o resultado pareça baixo, a elevação mostra que o Brasil segue uma trajetória positiva”. Em novembro, ele já havia dito que o país saíra da recessão e que entrará em 2018 com a economia crescendo a um ritmo em torno de 3%, com expectativa de alta ainda maior para 2019.

O crescimento do PIB, a inflação menor e juros mais baixos trouxeram maior otimismo à população e ao mercado. No entanto, ainda são insuficientes para descortinar o que o ano de 2018, que será marcado pela alta temperatura política, reserva aos brasileiros. A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), por exemplo, divulgada no último dia 4 de dezembro pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo – CNC, mostra que o percentual de famílias endividadas alcançou 62,2% em novembro de 2017. Um aumento de 0,4 ponto percentual na comparação com outubro, no quinto mês seguido de altas no indicador. Segundo a economista da CNC, Marianne Hanson, “a taxa de desemprego ainda bastante alta ajuda a explicar a dificuldade das famílias em pagar suas contas em dia e o pessimismo elevado em relação à capacidade de pagamento”. Mesmo assim, apesar da turbulência política e dos resultados econômicos positivos ainda tímidos diante da profunda recessão dos últimos anos, é possível acreditar que o país, de modo geral, está retomando o rumo do desenvolvimento.

Situação do Rio de Janeiro destoa do restante do país

Mergulhado em uma crise política e financeira sem fim, que impacta negativamente os setores produtivos, os serviços públicos essenciais e toda a sua população, o Rio de Janeiro apresenta uma realidade adversa, que impede prognósticos mais otimistas.

No comércio, a crise sem precedentes já levou ao fechamento de 9.730 lojas em todo o estado, no primeiro semestre deste ano, 55% a mais do que em 2016. Na capital foram 4.154 estabelecimentos fechados, uma alta de 76,2% em relação ao mesmo período do ano passado. E os índices permanecem negativos.

Apesar de pesquisa sobre o Natal, do Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro, estimar um crescimento de 3% das vendas para o período, outro levantamento do CDLRio mostra que, no acumulado dos dez meses do ano, as vendas do comércio varejista do Rio recuaram 6,7% em relação ao mesmo período de 2016, sendo que, só em outubro, o retrocesso foi de 5,1% (leia mais na página 24). 

De acordo com o presidente do SindilojasRio e do CDLRio, Aldo Gonçalves, o moderado otimismo dos lojistas com o Natal deve-se ao fraco desempenho das vendas nas datas comemorativas anteriores. “O ambiente econômico dita o comportamento do consumidor. É a economia, em desenvolvimento harmonioso, que sustenta os ciclos de produção, emprego, consumo e progresso social. Não existe fórmula diferente”, disse o dirigente, que completou: “para superar esta conjuntura adversa e conquistar bons resultados, mais do que nunca os lojistas do Rio precisam ter uma gestão e uma operação eficientes, investindo em planejamento, treinamento de suas equipes e procurando acompanhar as tendências que já estão ditando os novos rumos do varejo. 

Para o economista-chefe da Divisão Econômica da CNC, Fábio Bentes, a alta taxa de desemprego no estado é um dos fatores preponderantes que leva o comércio do Rio de Janeiro a registrar quedas contínuas de vendas. Lembrando que, de janeiro a setembro, o varejo apresentou um crescimento médio de 1,3% em todo o país, enquanto o Rio apresentou queda de 2% em média, no mesmo período, Bentes afirmou que o grande desafio do estado é se reequilibrar como um todo, para atrair investimentos e criar empregos. Segundo pesquisa recente sobre empregos da CNC, houve aumento de vagas em quase todo o país, Situação do Rio de Janeiro destoa do restante do país com exceção de sete estados, onde ocorreu um encolhimento do mercado de trabalho: Pará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Rio de Janeiro. O economista-chefe da CNC explicou que, de um total de 110 mil vagas fechadas no país, cerca de 80% estão no Rio de Janeiro, o que reflete o impacto da desordem nas contas públicas e da escalada da violência sobre o estado. E quanto maior o desemprego, maior a retração no comércio. Para ele, a expansão do setor de petróleo e gás e a recuperação da indústria da construção, por exemplo, além da normalização do setor público, deverão aquecer a economia, beneficiando indiretamente o comércio. O economista disse, ainda, que as soluções para a crise que o estado atravessa e o aumento da confiança da população e de potenciais investidores só acontecerão com a renovação política, por meio das eleições de 2018. 
 

Fabio Bentes, economista-chefe da Divisão Econômica da CNC

Com essas perspectivas, Fábio Bentes concluiu dizendo que, em 2018, “mesmo que o comércio do Rio não apresente crescimento, se não registrar quedas já será um quadro otimista”.
 
 
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