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04/07/2019
Copa América, comércio e informalidade
 

 
Não há efeito da competição nas vendas
 
Não foram boas as experiências do comércio do Rio em termos de vendas com a Copa do Mundo e as Olimpíadas no Brasil. Mesmo as lojas especializadas em lembranças, que normalmente são bastante procuradas por brasileiros e estrangeiros que visitam a cidade nessas ocasiões, tiveram um desempenho decepcionante, muito aquém do esperado.

O mesmo fenômeno está se repetindo agora com a Copa América, cujo efeito ainda não é sentido no comércio carioca, que já projeta vendas inferiores às da Copa do Mundo de 2014. Esta também mostrou um fraco desempenho na venda de produtos verde-amarelo, que resultou em um estoque encalhado da ordem de R$12,8 milhões no estado e R$5,7 milhões no Município do Rio de Janeiro, segundo estudo na época realizado pelo Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro.

Só que este ano há um outro complicador, especialmente no caso do Rio de Janeiro: a crítica situação que o estado atravessa. O cenário é desanimador com a economia em desaceleração e o assustador aumento do desemprego, que no Estado do Rio, onde a crise é ainda mais profunda, registrou a taxa de 15,3% no primeiro trimestre, representando mais de 1,3 milhão de pessoas desempregadas. Além disso, a violência urbana e a desordenada invasão dos camelôs na cidade vêm prejudicando bastante a atividade. Para se ter ideia, o comércio gastou mais de R$ 1,5 bilhão com segurança o ano passado. Isso poderia ter sido investido na ampliação dos negócios, como novas lojas, reformas, treinamento de pessoal, gerando mais emprego e renda.

Apesar de todo esse cenário sombrio, a Copa América colocou mais uma vez o nosso país em destaque na prateleira do mercado internacional. No caso do Rio, é mais uma excelente oportunidade para que a cidade amplie a sua condição de principal referência brasileira no exterior, porta de entrada do turismo nacional. O comércio, por exemplo, apesar de todas as dificuldades, tem como meta superar o desempenho alcançado na Copa do Mundo, quando não houve reclamações sobre o atendimento, e os visitantes estrangeiros e os de outros estados brasileiros elogiaram o tratamento nas lojas, onde nem mesmo o idioma foi empecilho para suas compras.

Mas o comércio, sempre otimista, está bastante preocupado com o aumento da informalidade, concorrente desleal que prejudica a todos. O governo, que deixa de recolher impostos; o comércio estabelecido, que deixa de vender; e os empregos, que deixam de ser gerados.

Não há dúvida de que a informalidade é o grande balcão de negócios utilizado pelo contrabando e pela pirataria, cujos danos vão além dos prejuízos tributário, econômico e financeiro. Contaminam toda a cadeia produtiva.

É preciso uma atuação firme das autoridades no sentido de combater a informalidade, que desfila nos pequenos tabuleiros que inundam as grandes cidades vendendo produtos sem garantia e com riscos à integridade física. É uma concorrência desleal, que prejudica significativamente o comércio formal, que emprega, paga impostos e aluguel. A exemplo dos atletas brasileiros, o comércio também quer conquistar o título de campeão no confronto contra a informalidade.
 
Aldo Gonçalves é presidente do SindilojasRio, do CDLRio e diretor da CNC
 
Publicado no jornal O Globo em 3 de julho de 2019.
 
 
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