Sindilojas RioTelefone
   
 
Novidades
Busque no site
 
 
CapaSindilojas RioCentral do AssociadoServiçosConvêniosInformaçõesRevistaImprensaContato
Capa
 
Informações      
Mural
Notícias
Perguntas Frequentes
Downloads
Links Úteis
 
04/07/2019
Para vender roupa de frio, liquidação começou cedo
 

A demora na chegada do frio em boa parte do país, por causa do fenômeno climático El Niño, e o desempenho fraco da economia anteciparam as liquidações de roupas de inverno. Enquanto em anos anteriores as varejistas começaram a fazer promoções após o Dia dos Namorados, em 12 de junho, as liquidações neste ano tiveram início na segunda quinzena de maio.

A frente fria que deve chegar hoje em São Paulo e nos próximos dias no Rio de Janeiro só devem ajudar as vendas de artigos de inverno se as baixas temperaturas se prolongarem por algumas semanas.

Fontes do varejo e da indústria até estimam um pequeno crescimento nas vendas de vestuário de inverno no segundo trimestre, mas isso deve-se, principalmente, à base de comparação fraca de 2018, quando houve a greve dos caminhoneiros.
“Quando faz um frio intenso antes do Dia das Mães as vendas de inverno deslancham. Isso não aconteceu neste ano e algumas mercadorias estão com pouco giro nas lojas”, diz Fernando Pimentel, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). “Além disso, a falta de melhoria real na economia, somada a incertezas sobre as reformas fizeram travar o ambiente de investimentos, impedindo a expansão do emprego e da renda”.

Pimentel avalia que, mesmo se fizer muito frio nas próximas semanas, não haverá tempo hábil para o varejo fazer novas encomendas à indústria. “Apesar disso, as vendas de junho da indústria ainda foram positivas, porque a greve dos caminhoneiros no ano passado afetou o desempenho do setor”, disse.

No acumulado de janeiro a maio, a produção têxtil e de confecção no país recuou 1,3%, ante o mesmo intervalo de 2018, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A produção de vestuário e acessórios cresceu 0,6%.

A Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex), entidade que reúne as 27 principais redes de varejo de moda do país, estima aumento nas vendas da liquidação de inverno deste ano, principalmente em função da base de comparação fraca de 2018. Na enquete feita pela Abvtex, 87% das varejistas associadas disseram que as vendas de junho foram iguais ou melhores do que no mesmo mês de 2018.

“Maio foi mais quente que o habitual e as vendas de Dia das Mães não foram muito boas, o que levou o varejo a antecipar as liquidações. Em junho, o resultado foi melhor, mas muito em função da base de comparação deprimida”, diz Edmundo Lima, diretor-executivo da Abvtex.

Lima acrescentou que as varejistas já esperavam um inverno mais quente neste ano e, por isso, encomendaram peças mais leves e menor número de casacos. O diretor da Abvtex afirma ainda que uma frente fria é insuficiente para estimular as vendas de inverno. “É necessário que venham outras frentes frias depois desta que chega agora para atrair os consumidores de volta às lojas”, diz Lima.

Para a Abvtex, o alto índice de desemprego no país afeta mais o comércio neste momento do que o clima, os consumidores estão postergando as compras, à espera de que a economia cresça” observa o diretor.

No Rio de Janeiro, o alto percentual de desemprego, o verno atípico e a crise fiscal enfrentada pelo governo fluminense atrapalham o desempenho do setor de vestuário. Entre os fabricantes, a incerteza gerada pelo inverno de temperaturas elevadas se soma a uma paralisia nos investimentos, diz Victor Antônio Misquey, presidente do Moda Rio, instituição reúne sindicatos de empresas de 20 municípios, incluindo o Rio de Janeiro.

“O funcionário público está com medo do salário atrasar novamente”, diz Misquey. Na visão do executivo, para reverter a estagnação atual, seriam necessários pelo menos 20 dias de temperaturas mais baixas. Para Misquey, o efeito das promoções no Rio de Janeiro tende a ser limitado.

“Se não faz frio, não vai adiantar liquidar roupa de inverno”, diz Aldo Gonçalves, presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Rio de Janeiro (SindilojasRio), que reúne 15 mil lojistas.

Em São Paulo, a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado estima que as vendas nas liquidações de inverno crescerão 3,5% em valor neste ano, em comparação com 2018. “Esse crescimento deve-se à greve dos caminhoneiros, que afetou as vendas no ano passado. De forma geral, os varejistas não estão otimistas”, diz Mauricio Stainoff, presidente da Federação. O executivo diz que, além do clima desfavorável, os consumidores estão preocupados em perder o emprego e se endividar, o que afeta o comércio.

Na região Sul, diz Roque Pellizzaro Junior, presidente do SPC Brasil e diretor-executivo da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), a demora na chegada do frio atrasou as vendas de fogões a lenha, aquecedores e ar condicionado com função aquecer. “Por causa da demora, a expectativa é que as vendas desses equipamentos fiquem estáveis em relação ao ano passado”, diz Pellizzaro.

Se na região Centro-Sul do país o calor fora de época atrapalha as vendas, no Nordeste, o problema é o excesso de chuvas. “A frequência de consumidores em shopping centers e outros centros de compras está menor, por causa das chuvas”, diz o diretor da Abvtex.
 
 
Voltar
 
Contribuições
Obrigações do Mês
Associe-se
Convênios
 
Revista
 
 
         
 
   
Sindilojas Rio
Telefone

Rua da Quitanda, 3 - 10º, 11º e 12º andares
Centro Rio de Janeiro RJ
CEP 20011-030