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09/08/2019
Os desafios para enfrentar o diabetes
 
Por Sheila Vasconcellos Jornalista, tem diabetes tipo 1 há 34 anos, é
membro do Blue Circle Voices da IDF e vice-presidente da
Associação dos Diabéticos da Lagoa (ADILA).


Segundo dados do Atlas da Federação Internacional do Diabetes (IDF) de 2017, o Brasil registrou o total de 14,3 milhões de pessoas com Diabetes. Cerca de 10% deste total são referentes ao Diabetes Tipo 1(DM1). O Diabetes Tipo 1 é uma doença auto-imune em que o organismo ataca e destrói as células que produzem a insulina, sendo necessário aplicações de insulina desde o início do diagnóstico. Geralmente atinge crianças e adolescentes, mas esse perfil tem se ampliado para jovens adultos.

Já o Diabetes tipo 2 geralmente aparece em adultos acima de 40 anos com histórico de excesso de peso e sedentarismo. Quando detectado precocemente, há chances de adiar a progressão da doença, por meio de grandes mudanças no estilo de vida, incluindo dieta saudável e a prática de exercícios. O problema é que o tipo 2 é, muitas vezes, tardiamente diagnosticado. A pessoa vive anos com a doença (que é silenciosa) e somente descobrirá o diabetes quando visitar o médico já com problemas graves na visão (retinopatia) ou infecção nos pés (neuropatia) que pode levar à amputação.

O Brasil apresenta um quadro bastante crítico no enfrentamento da doença. Isto acontece porque 80% dos pacientes com diabetes apresentam o controle da glicemia insatisfatório, ou seja, registram a Hemoglobina Glicada (HbA1c) acima de 7%, mesmo em tratamento com endocrinologistas. O tratamento adequado com efetivo controle glicêmico não depende exclusivamente do médico, dos medicamentos ou da tecnologia. A Educação em Diabetes por meio da capacitação do paciente para o autocuidado e a assistência multidisciplinar são fundamentais. A maioria das pessoas não sabe o que fazer para alcançar o controle ideal da glicemia.

Além de injetar insulina ou tomar o medicamento oral diariamente, para atingir níveis glicêmicos próximos do normal, a pessoa com diabetes precisa monitorar e corrigir as hipoglicemias (nível baixo de glicose no sangue) e as hiperglicemias (elevação da glicose no sangue); praticar atividade física regularmente; manter uma alimentação saudável, controlando a quantidade de carboidratos; ir ao endocrinologista; e monitorar a glicemia por meio do teste da ponta do dedo.

Elizabeth Snouffer, editora da revista Diabetes Voices da Federação Internacional de Diabetes, lista cinco mitos sobre diabetes que prejudicam o entendimento, a aceitação e a aderência ao tratamento da doença:

1. Comer açúcar causa diabetes. Não é verdade! O açúcar não causa diabetes.

2. Água de quiabo, chá de pata de vaca ou outros produtos curam o diabetes. Ainda não há cura para nenhum tipo de diabetes.

3. Diabetes tipo 1 é mais grave. Errado! Diabetes tipo 1 e tipo 2, incluindo diabetes gestacional, são igualmente muito graves por diferentes razões.

4. Apenas crianças desenvolvem Diabetes tipo 1 ou só pessoas idosas (acima de 65 anos) desenvolvem o tipo 2. Não é verdade. Pessoas de qualquer idade podem desenvolver Diabetes tipo 1 ou 2. É possível diferenciar o tipo 1 do tipo 2 com testes de anticorpos e a medição do nível de peptídeo-C.

5. Diabetes não é um grande problema. Não é verdade: o Diabetes é um problema muito sério e causa a morte de cerca de 4 milhões de pessoas a cada ano em todo o mundo.

 
 
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