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Os desafios do varejo

 
 
Enfrentar os desafios quase diários provocados por variáveis que impactam diretamente a atividade está exigindo dos empresários do comércio varejista uma nova filosofia de administrar, muito parecida com a que ensina a ficar com “um olho no peixe e outro no gato.”

O pior é que, com a crise política e econômica atual, especialmente no Rio, o gato está mais rápido, tal a velocidade com que as mudanças acontecem no setor produtivo, atingindo em cheio o comércio. O estado geral da economia influencia o comportamento do consumidor, contribuindo para afetar seu otimismo e, consequentemente, sua disposição de compra.

Segundo o Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas (CDLRio) e diversos institutos especializados em análises do desempenho do setor, nos últimos anos houve uma acentuada queda das vendas, especialmente no Rio. Isso indica que nem mesmo as mais importantes datas comemorativas registraram números positivos, como foi o Dia das Mães.

Isso pode ser debitado ao avanço do desemprego e ao crédito escasso e mais caro, que causam ainda mais retração no consumo. Estes problemas, aliados aos custos de operação cada vez maiores e à violência na cidade, vêm prejudicando bastante o comércio, influindo profundamente no comportamento do consumidor. Este, por um lado, fica com medo de sair de casa e, por outro, reduz seus gastos. Não é sem razão que mais de 9.100 estabelecimentos fecharam suas portas entre janeiro e dezembro na cidade em 2017, 31,7% a mais do que no mesmo período do ano anterior, e mais de 21 mil em todo o Estado do Rio, 26,5% a mais em relação a 2016.

Tais obstáculos convergem num conjunto que alguém já chamou de “circunstâncias malditas”, das quais se acham eventualmente isentos outros setores da economia. Está-se falando do ataque predador da informalidade que não cessa de avançar; está-se enfrentando uma organização urbana decididamente hostil pela proliferação da delinquência; está-se reclamando de uma carga tributária sem paralelo nas nações ditas civilizadas e compatíveis com a estatura do Brasil.

O comércio sabe como poucos que as atividades econômicas, em regime de livre-iniciativa, são regidas por uma antiga e conhecida lei não decretada nem revogável — a da oferta e da procura — na qual o juiz é o consumidor. Dele emana o veredicto que sentencia o sucesso ou o fracasso. Os lojistas sabem disso. Só não podem ser surpreendidos com decisões que modifiquem de um dia para o outro leis e regulamentos estabelecidos que oneram seus custos e minam seus investimentos.

A par de tantas dificuldades e dos percalços da economia, que penaliza duramente os setores produtivos, o comércio, como de vezes anteriores, vai encontrar uma nova saída e continuar se destacando como poderoso fator do desenvolvimento do país. Seja na criação de empregos, seja no recolhimento de impostos gerados pelo consumo, apesar de lutar diuturnamente contra a informalidade, que cresce a olhos vistos.
 


 
 
 ALDO CARLOS DE MOURA GONÇALVES
Presidente do SindilojasRio e do CDLRio
 
 
 
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